Uma Cidade que investe em Educação, é isso que queremos e ambicionamos para Lisboa porque a Educação é o motor fundamental e indubitavelmente a aposta que a cidade precisa quando olhamos para o futuro!
Vetor estratégico na transformação da sociedade, a Educação é sem dúvida um dos pilares base de construção e desenvolvimento de uma sociedade mais evoluída, que apresenta níveis de crescimento económico e de produtividade do trabalho que estejam em linha com os indicadores dos países europeus mais desenvolvidos.
Atravessamos, enquanto sociedade, um ponto de viragem profundo e a Escola é, sem dúvida, a instituição chave para abraçar esta mudança e para potenciar e dotar as novas gerações de ferramentas num mundo cada vez mais globalizado. É urgente preparar os jovens para um futuro em que tecnologia, criatividade e colaboração serão competências chave, diferenciadoras e tão ou mais importantes do que os conhecimentos teóricos.
Educar para o futuro significa inovar, incluir, envolver. É urgente dar autonomia real às escolas para que possam construir equipas, gerir recursos e implementar projetos diferenciados.
Há muito que o País precisa de uma reforma profunda, não apenas nos modelos educativos, mas sobretudo na abordagem que se faz ao ensino, nos incentivos e na capacidade de atração para a aprendizagem e conhecimento, bem como na aposta na criatividade e inovação como motor de enriquecimento. Urge garantir o acesso a um ensino com mais qualidade, onde ninguém fique para trás nem deixe de ter as mesmas oportunidades por incapacidade ou ineficiência do Estado. Exigem-se medidas com impacto direto na recuperação de aprendizagens, aumento de competências e qualificações.
E é por tudo isto que a nova Carta Educativa para a cidade de Lisboa é tão importante e relevante, porque nos últimos 18 anos (a atual Carta Educativa data de 2008) o País e em especial a cidade de Lisboa sofreram profundas alterações (económicas, sociais, demográficas,…), e a aposta terá de ser numa Educação virada para o futuro, uma Educação de proximidade, envolvendo a sociedade civil e as Juntas de Freguesia para que se possam endereçar problemas como o abandono escolar precoce, as crianças em risco de exclusão económica e social, a recuperação das aprendizagens ou mesmo a existência de diferentes línguas estrangeiras em contexto de sala de aula. Uma Educação de proximidade onde se possam intersetar outros vetores como a cultura e o desporto, a bem da construção de uma sociedade diferenciada, ganham os nossos jovens e ganhamos todos nós!